.. Victor Siqueira

terça-feira, 6 de julho de 2010

SER & TER

"Nossa correria diária não nos deixa parar para perceber se o que temos já não é o suficiente para nossa vida.Nos preocupamos muito em TER: ter isso, ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.
Os anos vão passando, quando nos damos conta, esquecemos do mais importante que é VIVER e SER FELIZ!
Muitas vezes para ser Feliz não é preciso Ter, o mais importante na vida é SER.
As pessoas precisam parar de correr atrás do Ter e começar a correr atrás do SER: Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Tenho certeza de que, quando SOMOS, ficamos muito mais Felizes do que quando Temos.
O SER leva uma vida para se conseguir e o Ter muitas vezes conseguimos logo.
O SER não se acaba nem se perde com o tempo, mas o Ter pode terminar logo.
O SER é eterno, o Ter é passageiro.
Mesmo que dure por muito tempo, pode não trazer a Felicidade...
E é aí que vem o vazio na vida das pessoas...
Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma Felicidade sem preço!
Espero que você deixe de cobrar o que fez e o que não fez nos últimos anos e que você tente o mais importante: SER FELIZ!"

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quando se sentir só...


Peça ao céu um pouco de silêncioe procure conversar com a noite.
Faça de cada ilusão uma saudade repita mais demil vezes que tudo passou e porque passou.Lá fora o ar pode estar pesado, mas o desejo a seguir ,é amar, é respeitar, liberte-se dos preconceitos e saia por aí, vai passear, ironize essa amargura e faça dela uma sombra fértil,tanto que não vale a pena pensar.Não sinta receio de nada;A vida é assim, tudo acaba...Mas existe um amanhã de saída ,do meio e da chegada, é sempre um amanhã para hoje que é feito de aventuras.Olhe-se no espelho e gaste tudo de bom que você tem pra dar, aquele que viu, ouviu, adorou,e mesmo aquele que sofreu.
Afirme-se no desejo de quem sempre encontrará outros desejos mais fortes, tudo é natural,tudo partiu de dentro de nós.
E um dia em algum lugar existiu durante 20 minutos um alguém que comparou e fez de você algo melhor.Vibre com a lua, mas contra a tempestade.
Fique feliz por ainda saber sorrir ...Vá! Levante a cabeça,imponha no rosto uma expressão feliz, tudo é fácil.Notou?
Abra a janela e preste atenção nos pássaros brancosque voam no céu...
Tudo é paz, naturalidade e franqueza .Porque esta melancolia?Lembre-se de um sonho, de alguém que está sempre ao seu lado,mesmo você não estando e sinta como é fácil ser feliz............................Victor Siqueira

* Raio de Sol *


Chico Risada vendia amendoim para ajudar os pais, que ganhavam pouco na fábrica, mas era o menino mais alegre da rua, talvez da cidade.

Mesmo quando a venda do amendoim não ia bem ou era maltratado por um freguês nervoso, não parava de cantar, de estar sempre brincando.

E se lhe perguntavam por que aquela tanta alegria, respondia com um sorriso que mostrava os dentes cariados de menino pobre. - Porque tenho um raio de Sol.

Os outros meninos não entendiam muito bem essa resposta e o Salustiano, cheio de bossa pra inventar coisas, chegava a dizer que certa madrugada o Chico Risada estava na praia esperando o Sol nascer. - Vai ver que foi nessa madrugada que ele apanhou o raio de Sol.

Um dia o bairro acordou triste.

No terreno abandonado onde os garotos jogavam pelada iam levantar um prédio de oitenta andares.

Pra espantar a tristeza, que deixava muito menino chorando, Salustiano teve uma grande idéia: - Vamos pedir emprestado o raio de Sol ao Chico Risada.

Assim ninguém morre de tristeza, e ninguém morrendo de tristeza a gente arranja outro lugar pra pelada.

Chico Risada não emprestou o que os meninos queriam, mas deu uma lição que adiantou muito. - Eu não posso emprestar o raio de Sol a vocês porque ele não está guardado num armário, numa gaveta. - Então onde é que ele está?

Você diz sempre que é alegre porque tem um raio de Sol.

Nós queremos só um pouquinho dele. - Vocês não entenderam direito o que eu quis dizer. Eu canto, eu estou sempre alegre...

Mas não é porque tenho um raio de Sol me dando essa alegria.É ao contrário.

Eu tenho um raio de Sol justamente porque vivo cantando, sempre alegre.

Todos nós devemos ter esse raio de Sol dentro da gente.

Eles querem ver a gente triste.

Mas nós não damos confiança e vamos arranjar um lugar pra pelada.

Nós temos um raio de Sol.
................................................................. Victor Siqueira

Caixinha de Beijos


Certo dia um homem chegou em casa e ficou muito irritado com sua filha de três anos.

Ela havia apanhado um rolo de papel de presente dourado e literalmente desperdiçado fazendo um embrulho.

Porque o dinheiro andasse curto e o papel fosse muito caro, ele não poupou recriminações para a garotinha, que ficou triste e chorou.

Naquela mesma noite, o pai descobriu num canto da sala, no local onde a família colocara os presentes para serem distribuídos no dia de natal, um embrulho dourado não muito bem feito.

Na manhã seguinte, logo que despertou, a menininha correu para ele com o embrulho nas mãos, abraçou forte o seu pescoço, encheu seu rosto de beijos e lhe entregou o presente.

Isto é pra você, paizinho!

Foi o que ela disse.

Ele se sentiu muito envergonhado com sua furiosa reação do dia anterior.

Mas, logo que abriu o embrulho, voltou a explodir.

Era uma caixinha vazia.

Gritou para a filha: você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?

A criança olhou para ele, com os olhos cheios de lágrimas e disse:Mas, papai, a caixinha não está vazia.

Eu soprei muitos beijos dentro dela.

Todos para você, papai.

O pai quase morreu de vergonha.

Abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos.

Sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

De uma forma simples cada um de nós, humanos, temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional de nossos pais, de nossos filhos, de nossos irmãos e amigos.

Entretanto, nem sempre nos damos conta.

Estamos tão preocupados com o ter, com valores do mundo, que as coisas pequenas não são percebidas por nós.

Assim, a esposa não valoriza o ramalhete de flores do campo que o marido lhe enviou, no dia do aniversário.

É que ela esperava ganhar uma valiosa jóia e não aquela insignificância.

O marido nem agradece o fato da esposa, no dia em que comemoram mais um ano de casados, esperá-lo com um jantar simples, a dois, em casa.

Ele estava esperando uma comemoração em grande estilo, ruidosa, cercado de amigos e muitos comes e bebes.

Os pais não dão importância para aquele cartão meio amassado que os pequenos trazem da escola, pintado com as mãos de quem apenas ensaia a arte de dominar as tintas e os pincéis nas mãos pequeninas.

Eles estão mais envolvidos com as contas que a escola está cobrando e acreditam que pelo tanto que lhes custa a mensalidade escolar, os professores deveriam ter lhes enviado um presente de valor.É, muitos de nós não encontramos os beijos na caixinha dourada.

Só vemos a caixinha vazia......................O amor é feito de pequeninas coisas.

Não exige fortunas para se manifestar.

Por vezes, é um ato de renúncia, como a daquele homem que no dia de natal, em plena guerra, conseguiu apenas uma laranja para a ceia dele e da esposa.

Então a descascou, colocou em um prato, criando uma careta com os gomos bem dispostos e entregou para a esposa, com um beijo e um pedaço de papel escrito: feliz natal!

E ficou observando-a comer, com vagar, feliz por ver os olhos dela brilharem e ela se deliciar com a fruta tão rara naqueles dias, naquele local............................ Victor Siqueira

Pegadas na Areia


Um dia eu tive um sonho...

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e no céu passavam cenas de minha vida.

Para cada cena que passava,percebi que eram deixados dois paresde pegadas na areia:um era meu e o outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vidapassou diante de nós, olhei para trás,para as pegadas na areia,e notei que muitas vezes,no caminho da minha vida,havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceunos momentos mais difíceise angustiantes da minha vida.

Isso aborreceu-me deverase perguntei então ao meu Senhor:- Senhor, tu não me disseste que,tendo eu resolvido te seguir,tu andarias sempre comigo,em todo o caminho?

Contudo, notei que duranteas maiores tribulações do meu viver,havia apenas um par de pegadas na areia.

Não compreendo por que nas horasem que eu mais necessitava de ti,tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:- Meu querido filho.

Jamais te deixaria nas horasde prova e de sofrimento.

Quando viste na areia,apenas um par de pegadas,eram as minhas.Foi exatamente aí,que te carreguei nos braços
..............................................Victor Siqueira

Nada é Impossivel


Era uma tarde de outono.

Em meio ao burburinho do cotidiano, uma jovem buscava organizar seus pensamentos para então tranqüilizar a mente e conseguir trabalhar.

Mas era tão difícil.

Por mais que buscasse organizar suas idéias, em poucos instantes seu pensamento vagava entre lembranças e aflições.

Desconcentrava-se e afligia-se.

Sentia vontade de sair correndo para longe.

No entanto, sabia que seu desconforto nada tinha a ver com seu trabalho.

Além disso, não seria um lugar qualquer que lhe devolveria a serenidade perdida.

Era nisso que pensava quando olhou pela janela.

Nuvens espessas e escuras escondiam o sol.

As montanhas próximas pareciam ter sido engolidas por densa névoa.

A luminosidade do dia dava lugar à certeza da tempestade que não tardaria a cair.

Sentiu seu coração ainda mais pesado.

Era como se o seu estado de espírito estivesse representado pelo cenário emoldurado na janela.

Quando as primeiras gotas da chuva começaram a escorrer pela vidraça ela sentiu-se mais infeliz.

O desejo de chorar só foi contido pela presença dos colegas de trabalho, alheios à sua dor.

Baixou novamente os olhos na tentativa de retomar o trabalho quando encontrou, entre seus pertences, um papelzinho impresso.

Era uma dessas curtas mensagens que se acham dentro dos chamados "biscoitinhos da sorte".

Era singelo, mas preciso: "depois da tempestade vem a bonança."Reencontrar, naquele momento, quando a chuva caía pesada, o bilhetinho que recebera por acaso dias antes, parecia-lhe mais do que uma simples coincidência.

Afinal, sentia-se em meio a uma tempestade.

Problemas sérios invadiam sua vida.

Era como se uma enxurrada estivesse arrastando para longe dela sua paz e sua felicidade.

Olhou novamente para o pequeno papel e o releu.

No instante seguinte, olhou para fora.

Pensou:"para Deus nada é impossível."Cobriu o rosto com as mãos e fez uma breve, mas sincera prece, rogando ao Pai força e coragem para prosseguir.

Sentiu-se mais leve e acabou sendo envolvida, sutilmente, pelo trabalho.

O telefone tocou, pessoas a chamaram para resolver questões profissionais, e assim foi.

Sem que percebesse, seus problemas pessoais cederam lugar à concentração no trabalho que ha pouco lhe faltava.

Os minutos foram seguidos pelas horas.

Quando, no final da tarde, ela voltou seus olhos para fora não pôde conter o espanto.

A chuva havia parado e o cenário era muito diferente: o céu, banhado por intensa luz do sol, não tinha nuvens.

As montanhas, antes ocultas pela neblina, agora tinham seus contornos bem definidos.Naquele momento, uma colega aproximou-se e disse-lhe: "quem diria, não?
Depois da chuva que caiu no começo da tarde, um final de dia ensolarado como esse!"
E completou, sorrindo: "para Deus nada é impossível!" A jovem sorriu, sentindo o ânimo renovado, e pensou: "realmente, para Deus tudo é possível."............................................. Victor Siqueira

O Vendedor de Balões


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista.O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas...Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:-- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:-- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

Victor Siqueira

O Poder do Sorriso


Oferecer um sorriso torna feliz o coração.Enriquece quem o recebe sem empobrecer quem o doa.Dura somente um instante, mas sua lembrança permanece por longo tempo.Ninguém é tão rico a ponto de dispensá-lo,
nem tão pobre que não possa doá-lo.O sorriso gera alegria na família, dá sustento no trabalho
e é sinal tangível de amizade.Um sorriso dá consolo a quem está cansado, renova a coragem nas provações e é remédio na tristeza.E se um dia você encontrar que não lhe oferece um sorriso,
seja generoso e ofereça-lhe o seu:Ninguém tem tanta necessidade de um sorriso
quanto aquele que não sabe dar. Victor Siqueira

Acostume-se ao SIM


A mente acostuma-se ao que se lhe dá.

Se você prefere dizer NÃO quando pode dizer SIM e vê mais os defeitos do que os acertos, o lado negativo cresce e dificulta-lhe aceitar as coisas como são.

Quando você diz SIM, o seu mundo interior solta-se, alegra-se;

Quando você diz NÃO, ele se fecha e lhe causa problemas.

O SIM alivia, o NÃO aperta.

O SIM que você costuma dizer à vida faz a vida dizer SIM a você.

Então, se possível, evite dizer: Não gosto, não quero, não vou, não tenho.

Quando você se abre para a vida, Ela se abre para você!
Victor Siqueira

A Grande Diferença


A Grande Diferença
Os alunos residentes estavam reunidos discutindo suas dificuldades.
Todos eram unânimes em afirmar que o maior problema no hospital era o dr. M.
Ninguém gostava daquele médico que tinha a seus cuidados, pacientes portadores de câncer. Ele era brilhante em seu trabalho mas intolerável no trato pessoal. Era áspero, arrogante e nunca admitia que alguém falasse que um de seus pacientes iria morrer. A médica psiquiatra que a tudo escutava, inesperadamente falou : - Não se pode ajudar uma outra pessoa sem gostar um pouquinho dela. Há alguém aqui que goste dele? Depois de muitas caretas, risos e gestos hostis, uma moça ergueu a mão hesitante. Era uma enfermeira. - Vocês não conhecem esse homem, ela começou. Não conhecem a pessoa que ele é. Todas as noites, depois que todos os médicos já se retiraram, ele visita os pacientes. Começa no quarto mais distante do posto de enfermagem e vem seguindo, entrando de quarto em quarto. Quando entra no primeiro, parece seguro, confiante, de cabeça alta. Mas de cada quarto que sai, suas costas vão se curvando mais. Quando sai do último quarto, está arrasado. Sem alegria, esperança ou satisfação por seu trabalho. O que eu mais desejaria é quando ele está assim triste, pousar minha mão no seu ombro, como uma amiga. Mas nunca o fiz porque sou só uma enfermeira e ele é o chefe do departamento de oncologia. Nos momentos seguintes, todos se uniram e insistiram para que ela se esforçasse e seguisse o impulso do seu coração. Aquele homem precisava de ajuda. Uma semana depois, reunidos novamente, a enfermeira entrou sorridente e disse : "consegui." Na sexta-feira anterior, ela vira o médico sair arrasado do plantão. Dois dos seus pacientes haviam morrido naquele dia. Aproximou-se dele e inesperadamente, ele a levou para o seu consultório e desabafou. Ele falou como sonhava curar seus pacientes, enquanto os seus amigos, da mesma idade que ele, estavam constituindo família. Sua vida tinha sido aprender uma especialidade. Agora, ele ocupava uma posição que podia fazer a diferença para a vida dos enfermos. E, no entanto, todos eles morriam. Um após outro, todos morriam. Ele era um homem acabado, vencido. Quando ouviram essa história, os residentes se deram conta de como todos somos frágeis e necessitados de afeto. Também de como uma pessoa tem o poder extraordinário de curar outras, apenas tomando coragem e agindo sob o impulso do coração. Um ano depois, o dr. M. era outro homem. Abriu o seu coração às pessoas e redescobriu as maravilhosas qualidades que possuía, o afeto e a compreensão que o haviam motivado a se tornar um médico. Um gesto, uma atitude, um olhar podem mudar a vida de uma criatura. Pessoas ásperas, de trato rude, quase sempre estão ocultando as suas mágoas e pesares profundos. Por vezes, basta um pequeno toque para que elas abram o coração e demonstrem toda a sua fragilidade. E o que faz a grande diferença na vida de tais pessoas é a demonstração de afeto, que pode ser de um grande amor, de um amigo, de um irmão ou de um colega de trabalho. Por tudo isso, esteja atento. Olhe ao redor e descubra se você, com sua atitude, não pode fazer a grande diferença na vida de alguém. Victor Siqueira